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11/06/2018| Tosse convulsa responsável por 143 hospitalizações por ano

 



 

A conclusão é do primeiro estudo realizado sobre as hospitalizações por tosse convulsa, a nível nacional, desenvolvido por investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), em colaboração com alguns docentes da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).
Os dados utilizados para o estudo foram recolhidos de forma anónima em todos os hospitais públicos de Portugal continental durante o período de 15 anos, cedidos pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).
Durante o momento em análise, ocorreram 2229 hospitalizações por tosse convulsa nos hospitais públicos portugueses, sendo que 94% desses internamentos dizia respeito a lactentes com menos de um ano, sobretudo bebés com menos de dois meses – idade em que não foi ainda iniciada a vacinação contra a tosse convulsa. Seguiram-se as crianças e adolescentes com idades compreendidas entre um e 17 anos, representadas pelos 3,5% dos internamentos, e por fim os adultos e idosos. Foram verificados surtos a cada três ou cinco anos, com um maior pico em 2012.
“Curiosamente, ocorreram mais hospitalizações de lactentes com menos de um ano durante o inverno, enquanto nos restantes grupos etários estas foram mais frequentes no verão. Adicionalmente, o Algarve foi a região que registou maior taxa de internamentos, possivelmente devido à maior aglomeração de indivíduos de diferentes grupos etários e ao maior influxo de estrangeiros”, refere Manuel Gonçalves Pinho, investigador do CINTESIS.
Apesar de o Programa Nacional de Vacinação incluir a imunização contra a tosse convulsa desde 1965, e mesmo com o elevado índice de cobertura vacinal, ainda “não se erradicou a doença”, devendo, por isso, existir “um elevado índice de suspeição perante situações de tosse prolongada, para evitar um diagnóstico tardio, a disseminação da doença e as complicações consequentes”, tal como explica Sara Oliveira, estudante do último ano do mestrado integrado em Medicina da FMUP.
Características da tosse convulsa
A tosse convulsa é uma doença altamente contagiosa que, numa fase inicial, apresenta sintomas semelhantes aos da maioria das infeções do trato respiratório superior, evoluindo posteriormente para uma fase de tosse com crises intensas. Acaba por provocar várias semanas de convalescença. Se não for tratada precocemente, pode induzir complicações graves aos níveis respiratório e neurológico, especialmente em crianças não vacinadas.
Está implementada, desde 2017, a vacinação de todas as grávidas entre as 20 e as 36 semanas de gestação, com o propósito de proteger os recém-nascidos e os lactentes.
Fonte: Universidade do Porto
http://www.vitalhealth.pt/saude/6153-tosse-convulsa-respons%C3%A1vel-por-143-hospitaliza%C3%A7%C3%B5es-por-ano.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma

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