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09/12/2019| Sarampo foi a causa de morte de mais de 140 mil pessoas no mundo em 2018

 



 

As mortes por sarampo ocorreram num momento em que o número de casos continua a aumentar globalmente, afetando na maioria dos casos crianças menores de cinco anos.
“O facto de qualquer criança morrer de uma doença evitável por vacina, como o sarampo, é francamente um ultraje e um fracasso coletivo em proteger as crianças mais vulneráveis do mundo. Para salvar vidas, precisamos de garantir que todos possam beneficiar das vacinas, o que significa investir em imunização e assistência médica de qualidade como um direito para todos”, afirma Tedros Adhanom Ghebreysus, diretor-geral da OMS.
Bebés e crianças correm maior risco de infeções por sarampo, com possíveis complicações, como pneumonia e encefalite, que se refere ao inchaço ou inflamação do cérebro, bem como danos cerebrais permanentes, cegueira ou perda auditiva. O vírus pode ainda afetar a memória do sistema imunológico durante meses ou anos após a infeção, o que deixa os doentes vulneráveis a outras doenças potencialmente mortais.
O relatório concluiu que os piores surtos do sarampo tiveram lugar na África Subsariana, onde muitas crianças ficam sem vacinação de forma persistente. As taxas de vacinação em todo o mundo estagnaram durante cerca de uma década, sendo que, segundo dados da OMS e da UNICEF, menos de 70% das crianças globalmente receberam a segunda dose recomendada. A OMS acredita ainda que 95% da cobertura com duas doses da vacina contra o sarampo seja necessária em cada país e em todas as comunidades.
Estima-se que a vacinação contra o sarampo tenha salvado mais de 23 milhões de vidas nos últimos 18 anos. As estimativas divulgadas pela OMS apontam para 9,7 milhões de casos de sarampo em 2018 a nível mundial e 142 300 mortes, números superiores aos de 2017, quando foram estimados 7,5 milhões de casos e 124 mortes.
Os países mais afetados pela doença em 2018 foram a República Democrática do Congo (RDC), Libéria, Madagáscar, Somália e Ucrânia, sendo responsáveis por quase metade de todos os casos de sarampo no mundo. Em 2019, os Estados Unidos registaram o maior número de casos em 25 anos. Por sua vez, a Albânia, República Checa, Grécia e Reino Unido perderam o estatuto de eliminação do sarampo em 2018, após prolongados surtos da doença, o que acontece quando o sarampo volta a um país após ter sido declarado eliminado e a transmissão é contínua por mais de um ano.
Em 2018, houve um total de 353 236 casos reportados à OMS. Este ano, até meio de novembro, já tinham sido reportados globalmente mais de 413 mil casos. A Iniciativa Sarampo e Rubéola (M&RI), que inclui a Cruz Vermelha Americana, CDC, UNICEF, Fundação das Nações Unidas e OMS, bem como Gavi Aliance, antes chamada Aliança Mundial para Vacinas e Imunização, estão a ajudar os países a responder aos surtos de sarampo com campanhas de vacinação de emergência. Também a OMS está a fornecer apoio aos países afetados, como a formação de profissionais de saúde.
https://www.vitalhealth.pt/saude/7908-sarampo-matou-mais-de-140-mil-pessoas-no-mundo-em-2018.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma

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