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02/07/2018| Projeto que quer eliminar a hepatite C nos estabelecimentos prisionais até 2020 já arrancou em Lisboa

 



 

Deu-se, assim, início ao tratamento que pretende eliminar a doença e dar mais esperança de vida aos reclusos, no âmbito do programa “Eliminar a Hepatite C nos Estabelecimentos Prisionais até 2020”, estabelecido entre os ministérios da Saúde e da Justiça.

A equipa do Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN), constituída por cinco médicos, três enfermeiras, um técnico administrativo e um técnico informático, chegou à prisão, onde estavam à sua espera dezenas de reclusos que aguardavam a sua vez para serem observados.
No gabinete de Enfermagem, os reclusos fizeram a colheita de sangue para análise, pesaram-se e realizaram um exame, denominado Fibroscan, que avalia o estado do fígado, seguindo depois para a consulta médica para iniciar o tratamento.
“É um projeto do governo de ligação dos hospitais às prisões com o objetivo de tratar a hepatite C” nesta população, na qual o risco e a prevalência da infeção são mais elevados, disse à agência Lusa o coordenador da equipa e Diretor do Serviço de Gastrenterologia do CHLC, Rui Tato Marinho.
Esta iniciativa “incorpora uma nova abordagem à doença e ao doente e um conceito inovador quer na forma, a deslocação de uma equipa multidisciplinar a um estabelecimento prisional, quer no conteúdo, levar saúde restaurativa ao mundo prisional, dando mais qualidade e esperança média de vida aos detidos infetados com o vírus da hepatite C”, explicou o presidente do CHLN, Carlos Martins.
Segundo Carlos Martins, o trabalho desta equipa vai proporcionar “múltiplos benefícios”, como a redução do risco de evolução para cirrose e cancro, redução do cansaço, aumento de peso e redução ou mesmo desistência do consumo de bebidas alcoólicas, sendo o objetivo final “a erradicação da infeção com o vírus da hepatite C neste estabelecimento prisional”.
Os medicamentos usados nestes tratamentos são “os de terapêutica mais inovadora disponíveis no mercado”, disse o presidente do CNLN, explicando que o tratamento, com um custo de cerca de 6.500 euros, consta de uma toma de comprimidos por dia, durante oito ou 12 semanas, sem efeitos secundários conhecidos e com eficácia de 98%.
http://www.vitalhealth.pt/saude/6235-projeto-que-quer-eliminar-a-hepatite-c-nos-estabelecimentos-prisionais-at%C3%A9-2020-arrancou-ontem-em-lisboa.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma

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