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30/01/2018| "O custo e a carga da esquizofrenia em Portugal": patologia afeta 48 mil pessoas

 



 

A conclusão é de um estudo desenvolvido por investigadores do Centro de Estudos de Medicina Baseada na Evidência (CEMBRE) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e do Centro de Estudos Aplicado (CEA) da Católica Lisbon School of Bussiness and Economics, com dados referentes a 2015.
A investigação, publicada no final do ano passado, aponta para a existência de 48 mil doentes no país, o que corresponde a uma taxa de 0,57% da população portuguesa. Destes doentes, o estudo estima que cerca de 7 mil não sejam acompanhados, nem no Serviço Nacional de Saúde (SNS), nem no contexto privado.
O relatório revela ainda que a esquizofrenia tem um elevado impacto social, que se reflete nos quase 28.600 anos de vida perdidos por morte prematura ou incapacidade. Em termos de gastos, de acordo com os resultados da investigação, esta patologia custou ao Estado português quase 437 milhões de euros, 2,7% da despesa total em saúde e cerca de 0,24% do produto interno bruto (PIB). Relativamente aos custos diretos, que incluem nomeadamente internamentos e reabilitações, o Estado gastou 96, 1 milhões de euros, 0,6% de todas as depesas de saúde em 2015. A estes custos adicionam-se os custos indiretos gerados pelos doentes, dos quais fazem parte o absentismo, a não participação no mercado de trabalho e produtividade reduzida, e pelos cuidadores, respetivamente 331,0 milhões de euros e 9,3 milhões de euros.
O estudo estima ainda que em 2015 a esquizofrenia tenha sido responsável por quase 28.600 anos de vida perdidos por morte prematura ou por incapacidade, refletindo assim o elevado impacto social desta doença.
Para o Prof. Doutor Miguel Gouveia, investigador do Centro de Estudos Aplicados, da Católica Lisbon School of Business and Economic, este relatório, o primeiro com dados nacionais sobre o custo e carga da esquizofrenia em Portugal, "apresenta dados que demonstram a realidade nacional e podem sustentar o desenvolvimento de políticas públicas de qualidade e eficazes, adaptadas ao nosso contexto social".
"O custo e a carga da esquizofrenia em Portugal" analisou a carga da doença pelos anos de vida ajustados pela incapacidade (DAILY) e os custos, que incluíram os consumos de recursos e os custos diretos dos doentes e cuidadores.
http://www.newsfarma.pt/noticias/6189-o-custo-e-a-carga-da-esquizofrenia-em-portugal-patologia-afeta-48-mil-pessoas.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma

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