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03/09/2018| Metodologias in vitro avançadas podem acelerar verificação do risco de toxicidade de fármacos


 



 

Técnicas inovadoras desenvolvidas para verificar a redução do risco do tabaco aquecido revelaram-se promissoras para acelerar os processos de avaliação da toxicidade de novas moléculas, entre as quais do foro farmacológico e produtos inovadores, permitindo avaliar os consequentes efeitos após a sua metabolização.
A apresentação destas novas técnicas, resultantes de um estudo levado a cabo pela Philip Morris International (PMI), decorreu numa sessão dedicada à avaliação do risco de misturas químicas na conferência de toxicologia interdisciplinar - TOXCON 2018, que decorreu em junho, na Eslováquia.
Para fazer a avaliação científica dos aerossóis do tabaco aquecido e dos cigarros eletrónicos, cientistas da PMI desenvolveram e testaram metodologias que recorrem à utilização de células humanas cultivadas em culturas tridimensionais, para análise toxicológica de sistemas baseados em redes e modelos, designados de “órgãos em circuito integrado” (em chip), que combinam células de vários órgãos humanos.
"Os seres humanos estão quotidianamente expostos a muitas substâncias químicas diferentes, no ar que respiramos, na água que bebemos e nos alimentos e produtos que consumimos", referiu A. Wallace Hayes, da University of South Florida e Michigan State University, presidente da TOXCON. Nesse sentido, são necessárias "novas abordagens de teste, que permitam avaliar os impactos que estas misturas químicas complexas podem ter na saúde. Vários modelos de testes, desde o in silico até ao não mamífero in vivo, têm-se revelado promissores. A PMI demonstrou o potencial significativo das metodologias in vitro avançadas nesta área, o que permite obter resultados científicos mais atempados”, acrescentou.
A investigação da empresa multinacional desenvolveu com sucesso uma combinação de pulmão-fígado num circuito integrado (chip), permitindo assim que sejam estudadas as interações órgão-órgão, o que até à data não era possível.
Segundo Anita Iskandar, cientista da divisão de I&D da PMI, "testar os efeitos biológicos da exposição aos aerossóis de tabaco aquecido requer a utilização de sistemas de teste e modelos de exposição especializados". "As abordagens de biologia de sistemas que apresentámos na TOXCON permitem-nos desvendar efeitos biológicos aos níveis celular e molecular que eram até agora indetetáveis utilizando métodos de teste-padrão da toxicidade”.
Trata-se de um importante avanço, que contribui para uma melhor toxicologia de sistemas, na medida em que vai permitir a real avaliação da toxicidade dos elementos, muito para além da sua absorção, já que possibilita a compreensão da mesma após a metabolização. Estas novas metodologias podem ser aplicadas a outras realidades e testar o risco de novas moléculas e produtos inovadores.
http://www.newsfarma.pt/noticias/6973-metodologias-in-vitro-avan%C3%A7adas-podem-acelerar-verifica%C3%A7%C3%A3o-do-risco-de-toxicidade-de-f%C3%A1rmacos.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma

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