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17/07/2018| Investigadoras da Universidade do Porto desenvolvem projeto de diagnóstico da depressão através de análises ao sangue

 



 

A depressão afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo. Foi a pensar nesta realidade que um grupo de investigadoras do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) criou o MyRNA Diagnostics, agora distinguido pela revista Exame informática com o primeiro lugar na Categoria Inovação dos Prémios “O Melhor do Portugal Tecnológico”. O projeto pretende desenvolver um kit para diagnosticar e melhorar a monotorização da depressão a partir de uma análise ao sangue.
Maria Inês Almeida, Susana Santos e Inês Alencastre são as cientistas responsáveis pela ideia, que resultou de uma colaboração entre o i3S e uma equipa de médicos psiquiatras da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). O projeto é financiado pelo programa NORTE2020 e conta ainda com a colaboração do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa e do Dr. Orlando Von Doellinger.
O diagnóstico da depressão é atualmente baseado em entrevistas clínicas, não existindo ainda testes complementares de diagnóstico que sejam aplicados como rotina na clínica. Assim, a equipa apresentou uma ideia de negócio baseada num kit destinado a diagnosticar a depressão através de uma análise ao sangue.
“O diagnóstico da depressão é maioritariamente baseado em entrevistas clínicas. Os prestadores de cuidados de saúde mental sentem necessidade do desenvolvimento de métodos sensíveis e específicos para melhorar a percentagem de doentes com depressão (> 300 milhões em todo o mundo) que recebem tratamento eficaz (<50%)”, sublinha Inês Almeida.
O projeto da MyRNA Diagnostics, adianta Susana Santos, “pretende desenvolver um kit que detete e quantifique um painel específico de biomarcadores moleculares numa amostra de sangue, o que permitirá um diagnóstico baseado em métodos quantitativos e uma melhor monotorização da doença”.
“Os resultados do nosso produto serão analisados por um algoritmo e fornecidos dentro de 24 a 48 horas após a colheita de sangue. A solução permite aos clínicos basear a suas decisões terapêuticas num teste biológico quantificável, diminuindo a prescrição excessiva, melhorando a precisão do diagnóstico e permitindo a monitorização da doença durante a terapêutica”, explica a investigadora Inês Alencastre.
Fonte: Universidade do Porto
http://www.vitalhealth.pt/saude/6289-investigadoras-da-universidade-do-porto-desenvolvem-projeto-de-diagn%C3%B3stico-da-depress%C3%A3o-atrav%C3%A9s-de-an%C3%A1lises-ao-sangue.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma

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