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14/05/2019| Investigação testa a possibilidade de restaurar a atividade cerebral horas depois da morte

 



 

Além disso, a investigação demonstrou que o processo da morte dos neurónios pode não ser tão inevitável quanto até agora se pensava. Os resultados foram publicados no último mês de abril na revista Nature.
Os cientistas conseguiram preservar e restaurar sinais de atividade nos cérebros de porcos, aos quais tinha sido cortada a cabeça quatro horas antes, mostrando que o processo da morte dos neurónios pode estender-se durante mais tempo do que se pensava e não ser tão irreparável como até agora se acreditava.
Recorrendo a 32 cérebros de porcos de um matadouro, a equipa colocou-os em câmaras esféricas e injetou-os com nutrientes e outros produtos químicos protetores, usando bombas que imitam as batidas de um coração. O sistema ficou conhecido com BrainEx.
Antes de mais, o método permitiu preservar a arquitetura do cérebro, impedindo-o de se degradar, e restaurar o fluxo nos vasos sanguíneos, revelando-se sensível a fármacos que têm efeito dilatador. Isso, por sua vez, impediu que muitos neurónios e outras células morressem, restabelecendo-se, assim, a capacidade de consumir açúcar e oxigénio.
Apesar das descobertas, a experiência não pode alterar o conceito de morte cerebral, sendo que os animais estiveram sempre em morte cerebral, durante todo o processo. Como afirma o Dr. Stephen Latham, o BrainEx não pode ser utilizado como uma câmara de ressurreição.
“Há um potencial enorme deste método para desenvolver tratamentos inovadores para pacientes com derrames ou outros tipos de lesões cerebrais, e há uma necessidade real para esses tipos de tratamentos", explica a Dr.ª Syd M Johnson à The Atlantic, especialista em neurologia e ética na Universidade do Michigan.
https://myneurologia.pt/atualidade/item/356-investiga%C3%A7%C3%A3o-testa-a-possibilidade-de-restaurar-a-atividade-cerebral-horas-depois-da-morte.html

 

Fonte texto e imagem: News Farma 

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