Voltar
03/09/2018| ESMO desenvolve escala de avaliação das mutações do tumor que contribui para tratamento mais especializado do doente

 



 

Designada ESMO Scale for Clinical Actionability (ESCAT), foi publicada esta semana na Annals of Oncology, tendo sido acordada pelos principais especialistas em Oncologia na Europa e na América do Norte.
Como principal objetivo, o novo instrumento visa otimizar os cuidados prestados aos doentes, ao facilitar o processo de identificação de pacientes com cancro com maior probabilidade de responder à Medicina de Precisão. Além disso, pretende ajudar a tornar os tratamentos mais rentáveis.
“Os médicos recebem um grande volume de informação acerca da composição genética do cancro de cada paciente, o que pode ser difícil de interpretar e optar por diferentes escolhas de tratamento”, explica o Prof. Doutor Fabrice André, chair da ESMO Translational Research and Precision Medicine Working Group, que iniciou este projeto.
“Esta nova escala vai ajudar a distinguir entre alterações no ADN do tumor que são importantes para a tomada de decisão sobre o tratamento adequado ou o acesso a ensaios clínicos”, acrescenta o especialista.
Esta é a primeira vez que um instrumento de avaliação desenvolvido é relevante para todos os potenciais tratamentos de cancro, e não só aqueles que foram aprovados para uso pelos órgãos reguladores nacionais. Além disso, a classificação também permite que as mutações sejam atualizadas mediante os dados mais recentes.
“A escala tem como foco a evidência clínica para fazer a correspondência entre as mutações do tumor e os fármacos que temos nas nossas clínicas. Também nos dá um vocabulário mais comum para uma melhor comunicação entre os clínicos e para explicar melhor aos pacientes os benefícios do tratamento”, afirma o Dr. Joaquin Mateo, autor principal do estudo e principal investigador do Prostate Cancer Translational Research Group do Vall d’Hebron Institute of Oncology, em Barcelona.
Desta forma, a ESCAT vai facilitar o diálogo entre profissionais de saúde e pacientes acerca dos resultados da sequência multigénica, uma técnica cada vez mais comum.
“A ESCAT vai trazer ordem à atual confusão que é a análise das mutações, para que todos comecem a falar a mesma língua para classificar as mutações e priorizar a forma como as usamos para melhorar os cuidados prestados ao doente”, determina o Prof. Doutor Fabrice André.

 

Fonte texto e imagem: News Farma

Voltar