Vulvovaginites – Defenda a sua flora vaginal

Conheça, pelas palavras de um especialista, as causas, os sintomas e como tratar e prevenir as vulvovaginites.

Organismos responsáveis no âmbito das vulvovaginites

Entre todas as formas de vulvovaginites infecciosas, “a mais comum é a vaginose bacteriana, provocada por um conjunto de bactérias em que predomina a Gardnerella. As segundas mais frequentes são as infeções por fungos, como a Candida albicans, mais comuns na gravidez, em mulheres que tomam a pílula, que têm diabetes ou imunossupressão. 

A terceira forma de vulvovaginite infecciosa é a tricomoníase, uma doença de transmissão sexual provocada por um organismo da classe dos protozoários, designada como Trichomonas vaginalis. 

Estas são as vulvovaginites mais comuns, mas outros organismos podem também provocar a doença”, frisa o Dr. Joaquim Neves.

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O que são vulvovaginites?

A vulvovaginite, como o nome indica, é uma doença do foro ginecológico e que afeta a vulva e a vagina. De acordo com o Dr. Joaquim Neves, ginecologista do Centro Hospitalar Lisboa Norte – Unidade do Hospital de Santa Maria, “a vulvovaginite é uma doença genital que pode estar associada a agentes infecciosos.

Nalguns casos, e particularmente na mulher em pós-menopausa, constitui uma das consequências do envelhecimento da mulher, que provoca atrofismo genital e que, por sua vez, é acompanhado por alterações do pH vaginal”.

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Quais as causas mais frequentes de vulvovaginite?

Nas palavras do especialista “a vagina tem um ecossistema complexo e equilibrado, nomeadamente, por ação benéfica dos Lactobacillus – bactérias responsáveis pela normalização do pH vaginal. 

Na menopausa, com a diminuição dos níveis de estrogénios – hormonas que estimulam a presença dos Lactobacillus – o equilíbrio deste ecossistema fica comprometido, a vagina está mais seca e pode aumentar o risco de infeção vaginal. Estas alterações na flora vaginal estão na base da grande maioria dos casos de vulvovaginite e por isso é que uma fração da população em maior risco são as mulheres na pós-menopausa”.
A quimioterapia e a radioterapia pélvica, variantes de tratamentos aplicados em mulheres com diversas formas de cancro do aparelho geniturinário, podem também alterar a flora vaginal e facilitar a ocorrência da vulvovaginite. Nestes casos, avança o ginecologista, “as alterações tróficas da vagina podem ser muito profundas e, inclusivamente, provocar uma redução significativa do seu volume e diâmetro, além da sua inflamação”.
Outra causa possível de vulvovaginite decorre de cirurgias pélvicas, no foro da Ginecologia – “nomeadamente, na realização de histerectomias vaginais, em que a manipulação pode induzir inflamação por traumatismo”.
 

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Quais os sintomas que as mulheres mais referem?

Segundo o especialista, as mulheres com vulvovaginite referem “queixas de desconforto e dor, sobretudo, durante as relações sexuais, com grande interferência na qualidade de vida da mulher e do casal”. 

E acrescenta: “A vagina atrófica simula também sintomas de infeção urinária, com sensação de ardor no ato de micção e aumento da frequência miccional, apesar de a infeção urinária, de facto, não existir”. 

Outros sintomas muito referidos são o “prurido vaginal, especialmente, nas infeções por fungos”, bem como “corrimento vaginal purulento e de odor desagradável”, podendo adquirir maior espessura ou um aspeto espumoso, cor acinzentada ou verde-amarelada e, eventualmente, com presença de sangue.
 

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Tratamento e prevenção de vulvovaginite

O tratamento eficaz da vulvovaginite “depende da etiologia, ou seja, da causa específica da doença – de onde sobressai a importância de consultar um médico especialista para obter um diagnóstico correto. Tratando-se de uma vulvovaginite de origem infecciosa, a terapêutica faz-se com fármacos anti-infecciosos. Havendo um processo inflamatório, deve ser administrado um anti-inflamatório”, indica o ginecologista.
No contexto da terapêutica sintomática da inflamação “estão também indicados produtos de aplicação tópica que proporcionam um alívio local e facilitam a convalescença. Nomeadamente, a benzidamina* é uma substância com indicação para mulheres na pós-menopausa, em situações de infeção e inflamação vaginal”, refere o especialista, sublinhando que “pode também ter aplicação como medida de higiene íntima, agindo preventivamente contra as infeções e, ao mesmo tempo, aliviando a sintomatologia por inflamação”.
O Dr. Joaquim Neves alerta ainda que “o exagero na higiene íntima pode ser prejudicial para a flora vaginal da mulher. Hoje em dia, preconiza-se cada vez mais a utilização de produtos que tendem a normalizar o pH da vagina, promovendo a normal flora vaginal”.

*Tantum Rosa e Rosalgin são medicamentos não sujeitos a receita médica para uso tópico (não ingerir). Desenvolvidos e comercializados pela Angelini Farmacêutica, contêm benzidamina e são indicados para higiene vaginal e tratamento de candidíase vaginal recorrente. Contra-indicados em caso de alergia ou hipersensibilidade ao cloridrato de benzidamina. O uso prolongado pode provocar reações de hipersensibilidade. Em caso de gravidez e no pré e post-operatório usar apenas sob supervisão médica. Leia com atenção as informações constantes da embalagem e folheto informativo. Em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, por favor consulte o seu médico e/ou aconselhe-se com o seu farmacêutico.

 

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