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13/09/2017| Gravidez cada vez mais tardia preocupa médicos

Num comunicado enviado às redações, a propósito do Dia da Grávida que se assinalou a 9 de setembro, a Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) alerta para o facto de os problemas associados à gravidez crescerem exponencialmente: “temos cada vez mais as doenças associadas aos excessos, ao sedentarismo e à idade avançada”.
Em 2000, a idade média da mãe ao nascimento do primeiro filho não ia além dos 26,5 anos; 16 anos depois chegava aos 30,3. A estes dados juntam-se outros: os dos partos depois dos 40, que corresponderam, em 2015, a 5,2% do total. “A aposta numa maternidade tardia é sinónimo de desafios acrescidos, não só para as futuras mamãs, mas também para quem ajuda a garantir que tudo vai correr bem”, lê-se no comunicado da SPMI.
Tal como explica Inês Palma dos Reis, coordenadora do Núcleo de Estudos de Medicina Obstétrica (NEMO) da Sociedade, “com o avançar da idade acumulam-se muitas vezes as doenças e até a medicação crónica, com respetivos riscos para a gravidez”. “Por exemplo, em mulheres com hipertensão arterial é mais frequente haver complicações na gravidez como a pré-eclampsia e eclampsia, com riscos para a mãe e feto; parto pré-termo, alterações no crescimento fetal; aborto ou morte fetal”.
Problemas que interferem com a gravidez. E vice-versa. Se por um lado a gravidez pode potenciar alguns problemas, já que, “por requerer uma adaptação e ‘esforço’ suplementar do corpo da mulher, pode levar aos primeiros sintomas em problemas latentes, agravar as doenças crónicas, por vezes com risco de vida para a mãe e para o feto”. Por outro lado, as doenças e/ou a medicação necessária para as controlar podem “diminuir a fertilidade, aumentar o risco de malformações fetais, transmissão fetal ou outras alterações no seu desenvolvimento e dificultar o adequado aumento de peso materno ou um trabalho de parto seguro”, exemplifica a médica citada em comunicado.
A Sociedade Portuguesa de Medicina Interna reforça ainda a importância da mulher ser acompanhada antes, durante e depois de dar à luz, cabendo à especialidade “garantir o aconselhamento adequado às mulheres seguidas com doença crónica e que queiram engravidar” e manter a vigilância regular da doença crónica durante a gestação, “com os ajustes necessários para minimizar os riscos da doença, dos exames e fármacos necessários e estar alerta para minimizar eventuais complicações”.
O trabalho não se fica por aqui. Depois do parto, os internistas têm uma nova tarefa: “reavaliar a mulher, procurando minimizar o risco de problemas futuros (noutra gravidez ou mesmo ao longo da vida) ”.


Notícia original, aqui: http://www.vitalhealth.pt/saude/5243-gravidez-cada-vez-mais-tardia-preocupa-m%C3%A9dicos.html

 

Fonte Texto e Imagem: News Farma

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