Voltar
08/01/2018| DGS garante que os serviços estão preparados para o pico de gripe que se aproxima

Relativamente às notícias que dão conta de que a eficácia da vacina contra a gripe possa ser menor do que o esperado, a Direção-Geral da Saúde (DGS) garante que pouca proteção é melhor que nenhuma.
A Dr.ª Graça Feitas explicou que existem dois fatores que podem propiciar o aumento do número de casos de gripe nos próximos dias: o regresso às aulas, em que as crianças se podem assumir como transmissores da doença, e a descida das temperaturas prevista pelo Instituto português do Mar e da Atmosfera (IPMA). “O vírus dá-se bem com temperaturas baixas” e é por si só fator de fragilização, disse, lembrando que em Portugal é usual atingir-se o pico da gripe em janeiro e que há planos de contingência a nível dos centros da saúde, das regiões e dos centros hospitalares.
Recorde-se que desde o início de dezembro o número de casos de gripe tem vindo a aumentar de forma consecutiva, de acordo com a informação divulgada pelo Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge. Também as chamadas para o SNS 24 — centro de contacto do Serviço Nacional de Saúde (SNS) – estão a aumentar, com mais casos relacionados com a síndrome gripal. “Estamos a registar, em dezembro, uma média diária de 2.207 chamadas por doença. Destas, 4,6% são chamadas compatíveis com síndrome gripal. São uma média de 102 por dia”, revelou ao Público, fonte do serviço.
A Direção-Geral da Saúde (DGS) destaca, no entanto, que este ano se verificou uma grande adesão dos portugueses à vacinação contra a gripe.
DGS desvaloriza alerta de especialistas americanos
A vacina contra a gripe recomendada pela Direção-Geral da Saúde (DGS) pode ter uma taxa de eficácia muito inferior ao esperado. O alerta foi deixado por especialistas dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla inglesa) norte-americanos e pela Organização Mundial de Saúde, tendo em conta situações similares registadas noutros países e tendo também em atenção os resultados de um estudo, que indicam que a eficácia da vacina da gripe é inferior à das vacinas dirigidas a outras doenças.
Em declarações ao Jornal Económico, o Dr. Filipe Froes desvalorizou esta falta de eficácia, até porque “sempre é melhor uma proteção de 10%-20% do que nenhuma, que é a alternativa”. “A vacina da gripe, para além de prevenir a doença, previne complicações mais graves. Um efeito que deve ser valorizado e que leva a que se recomende a vacinação a todos os indivíduos integrantes de grupos mais vulneráveis”, explicou.
Também a Dr.ª Graça Freitas explicou que eficácia da vacina é melhor para o tipo A do que para o tipo B, mas, ainda assim, a vacinação continua a ser importante porque, caso o vírus não seja concordante, as pessoas serão afetadas pela gripe de forma menos grave.
Notícia completa em http://www.mypneumologia.pt/sistema-de-sa%C3%BAde/654-gripe-vacina-pode-n%C3%A3o-ser-t%C3%A3o-eficaz-como-se-esperava,-alertam-especialistas.html

 

Fonte Texto e Imagem: News Farma

Voltar