Voltar
08/06/2017| 841 novos diagnósticos de VIH confirmam caminho de sucesso na redução da epidemia

O Dr. Francisco George, diretor-geral da Saúde, foi o responsável pela abertura desta sessão, que decorreu no INFARMED, em Lisboa, dia 29 de maio. Veja a galeria de fotografias do evento.
De acordo com dados apresentados pela diretora do Programa Prioritário para a área da Infeção VIH, SIDA e Tuberculose, em 2016, foram registados 841 novos diagnósticos de VIH e 161 de SIDA. Deste universo, são os homens os mais afetados (73%) e só depois a população feminina (27%). No que respeita à transmissão, 57% dos casos foram por via heterossexual e 35% por homens que fazem sexo com homens (HSH).
“Desde o ano de 2000 o caminho tem sido de sucesso, com uma taxa de redução de 73,5%”, afirmou a Dr.ª isabel Aldir, referindo-se à diminuição do número de casos de infeção por VIH e frisou a importância do “acesso a esquemas terapêuticos mais eficazes e à implementação de políticas e estratégias na área das drogas, como o programa de troca de seringas e o programa de substituição opiácea com metadona”.
Outra das conclusões do Relatório é que 90,3% das pessoas que vivem com VIH estão diagnosticadas. Relativamente ao tratamento, de um universo de 34.391 pessoas em seguimento, 31.304 encontram-se sob terapêutica, o que corresponde a 91,3%.
Relativamente à tuberculose, foram notificados 1.836 casos referentes a 2016, dos quais 1.699 são novos casos (até 15 de abril de 2017). Mantendo-se uma redução da taxa de notificação e de incidência de cerca de 5% ao ano, prevê-se que os resultados definitivos sejam superiores e estimados numa taxa de notificação de 19,8 por 100.000 habitantes e numa taxa de incidência de 18,0 por 100.000 habitantes, o que, comparativamente com os dados referentes ao início do milénio, evidencia uma evolução francamente positiva. Efetivamente, no ano 2000, as taxas de notificação e de incidência situavam-se em valores próximos de 40%, conseguindo-se, neste intervalo de tempo, uma diminuição para menos de metade. Continua a verificar-se uma concentração dos casos nos distritos de Lisboa e do Porto.
Cidades na via rápida para acabar com a epidemia VIH
Esta sessão também integrou as intervenções do Prof. Doutor Fernando Maltez, presidente do Colégio da Especialidade de Doenças Infecciosas da Ordem dos Médicos, de Luís Mendão, presidente do GAT, de Bertrand Audoin, da International Association os Providers of AIDS Care e do Dr. Luiz Loures da ONUSIDA.
Decorreu ainda a assinatura da Declaração conjunta no âmbito do Projeto “Cidades na Via Rápida para eliminar o VIH” por um conjunto de parceiros e pelos dirigentes máximos das autarquias de Cascais, Porto e Lisboa, assim como a assinatura do  Protocolo de colaboração entre a Direção-Geral da Saúde, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, o INFARMED e o Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT).
De facto, o documento apresentado pela Dr.ª Isabel Aldir confirma a importância das grandes cidades na epidemiologia da infeção por VIH, residindo a maioria dos doentes no distrito de Lisboa (41,1%), no distrito do Porto (18,5%) e no distrito de Setúbal (11,3%).
No âmbito deste projeto, que pretende erradicar o VIH até 2030, a Abraço, o GAT e a Ser+ foram convidadas pelo Ministério da Saúde para integrar um grupo de trabalho que irá analisar o potencial de outras urbes para integrarem aas cidades na via rápida.
Metas de Saúde a 2020
Segundo indica o Relatório, “Portugal precisa de acelerar o ritmo de atividades de prevenção e tratamento da infeção pelo VIH e de outras coinfecções transmitidas por via sexual e parentérica e da tuberculose para alcançar as metas da ONUSIDA, para o ano de 2020. Assim, as metas de Saúde a 2020 são:
- Diagnosticar 90% das pessoas que vivem com a infeção por VIH, destas, assegurar que 90% estão em tratamento antirretroviral e que, destas, 90% apresentem carga viral suprimida;
- Manter a taxa de casos de novas infeções pediátricas ≤50 casos por 100 mil nados vivos e a taxa de transmissão vertical do VIH < 2%;
- Reduzir a incidência da tuberculose para 15 por 100 mil habitantes;
- Alcançar o sucesso terapêutico em 90% dos casos de tuberculose em tratamento;
- Rastrear a infeção por VIH em 90% dos doentes com tuberculose.
Para mais informações consulte o relatório. http://www.newsfarma.pt/images/Relatorio_sobre_a_Infecao_VIH_SIDA_e_Tuberculose_2016_243ba.pdf
Leia a notícia em http://www.newsfarma.pt/noticias/5374-841-novos-diagn%C3%B3sticos-de-vih-confirmam-caminho-de-sucesso-na-redu%C3%A7%C3%A3o-da-epidemia.html

 

Fonte Texto e Imagem: News Farma

Voltar